terça-feira, 15 de junho de 2010

Oceânica desenvolve seu primeiro projeto para a Colômbia

O projeto foi solicitado pela COTECMAR – Corporación de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo de La Industria Naval, Marítima y Fluvial – que foi encarregada do desenvolvimento de estudos preliminares de um novo navio de patrulha costeira para a Marinha colombiana. O principal desafio é desenvolver as linhas e formas de uma embarcação com cerca de 40 metros de comprimento e que apresente um ótimo desempenho no mar do caribe, que costeia o litoral norte da Colômbia.

A Oceânica participará do projeto desenvolvendo três diferentes análises: estimativa de resistência e potência, análise de movimento e manobrabilidade. Buscando alta precisão nos resultados, a Oceânica contará com o apoio do MARIN, instituto holandês internacionalmente reconhecido pelas pesquisas, recursos e estudos experimentais no desenvolvimento de sistemas marítimos e criador dos softwares que serão utilizados para os cálculos, respectivamente: DESP, Shipmo e Sursim.

O projeto deve ter duração de 2 a 3 meses e contará ainda com uma assessoria da Oceânica que dará um breve curso na Colômbia sobre os fundamentos teóricos empregados no projeto e sobre as análises e a interpretação dos resultados.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Oceânica finaliza projeto de lançamento da P-59 e P-60

Desde setembro de 2009 o departamento de hidrodinâmica da Oceânica Offshore vem se dedicando aos ensaios do lançamento das plataformas P-59 e P-60 da Petrobras.

Os ensaios foram solicitados pelo Consórcio Rio Paraguaçú, formado pela parceria entre a Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia, que venceu a licitação para construção das plataformas. O principal objetivo foi a calibração e comprovação de resultados obtidos através de cálculos numéricos desenvolvidos para o lançamento.

A excessiva preocupação do Consórcio vem do fato de que projeto prevê que o lançamento das plataformas seja realizado a partir da balsa BGL-2, também da Petrobras. A ideia é financeiramente muito interessante, pois dispensaria a contratação de terceiros ou a construção de rampas de lançamento, porém um pouco arriscada, já que as plataformas possuem empuxo elevado e lançamento por balsa destas unidades não são completamente conhecidos e estudados.

Exemplo de plataforma auto elevatória, como a P-59 e P-60

Depois de meses de cuidados minuciosos com os detalhes dos ensaios, os resultados obtidos se mostraram bastante próximos dos apresentados por análises numéricas, confirmando a confiabilidade dos dados.

A plataforma P-59 deverá ser lançada até o final de 2010.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Oceânica e IPT juntos na análise hidrodinâmica da P-58


Por 2 meses, Oceânica e IPT tem trabalhado em parceria na análise experimental hidrodinâmica da P-58. O foco do projeto é o estudo do amortecimento viscoso em FPSO's de acordo com a variação das dimensões da bolina e seu impacto na resposta de roll. O ensaio ocorreu no tanque do IPT e a equipe da Oceânica ficou encarregada das análises e cálculos numéricos. O gerente do projeto, Fernando Faria enfatizou a qualidade da parceria entre a instituição e a empresa que mais uma vez fizeram um excelente trabalho resolvendo questões do mercado offshore.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Oceânica recebe nota máxima em sua Semana de Treinamentos

Nos últimos dias 3 a 5 de agosto, a Oceânica realizou sua 3a Semana de Treinamentos. Além de seus próprios colaboradores, o evento contou com a participação de profissionais da Acergy, Chemtech, DNV, Gaia, Kromav, Petrobras, Promon and Spectra Tecnologia, o que prova que o mercado brasileiro busca qualificação de seu trabalho e ampliação de seu conhecimento.Foram realizadas 6 palestras: Hidrodinâmica básica de plataformas, Estabilidade básica de sistemas flutuantes, Visão geral de sistemas de posicionamento, VIV em engenharia offshore, Forças de ondas em correntezas em estruturas pequenas - Morrison, Análises numéricas em engenharia oceânica, ministradas por profissionais da Oceânica (http://www.oceanicabr.com/) e convidados da USP (http://www.usp.br/) e Nyx Knowledge (http://www.nyxknowledge.com/ ).Ao final do evento, os participantes responderam uma pesquisa de satisfação, e todos avaliaram com nota máxima a Organização Geral, Infraestrutura e Almoço. O material de apoio foi considerado "bom" por 59% do público e "médio" para os 41% restantes, não obtendo nenhuma resposta "ruim". Sobre a quantidade de informação, foi considerada "adequada" em 76% dos casos, "muita" para 24% e ninguém considerou que quantidade foi "pouca". As apresentações também foram avaliadas separadamente, com os resultados apresentados nos gráficos abaixo:






Os resultados mostram que alguns pontos ainda podem ser melhorados, mas que em geral o evento foi um sucesso, fato que e nos motiva a realizar mais semanas como essa no futuro.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Conversão de sondas SS - Parte II - Movimentos


Em um upgrade de sonda, normalmente a carga de convés é aumentada, e para que o calado e a borda livre se mantenham, deve ser aumentada a flutuação das colunas e pontoons através do uso de blisters e sponsors. Com novo deslocamento e geometria, uma nova análise de movimento deve ser realizada.

Primeiramente um modelo geométrico modificado da região submersa da sonda deve ser preparado em um software modelador de malha como o Multisurf. A partir das análises de arquitetura naval, a posição do centro de gravidade e a matriz de massa da nova estrutura devem ser obtidas. Por fim, deve ser verificado a parcela de amortecimento viscoso, que deve ser incluída externamente no cálculo. Devido às estruturas pequena da sonda (bracings ou contraventamentos), o modelo de força de Morison é adequado para esse cálculo, caso seja necessário.

Com essas informações, o RAO da unidade pode ser obtido em diversos calados, normalmente são considerados os de Operação, Sobrevivência, Trânsito e Intermediário, através da obtenção dos coeficientes potenciais e resolução da equação dinâmica de movimento. Entre alguns softwares disponíveis no mercado, o WAMIT é uma boa opção.

Os RAO devem ser obtidos com aproamentos a cada 15 graus e cobrindo uma faixa de períodos entre 3 e 35 segundos, pelo menos. Estes servirão de base para os cálculos das curvas STR (Short Term Response) e para os cruzamentos espectrais com ondas com período de recorrência de pelo menos 1, 5 e 10 anos. Estes darão origem aos valores máximos esperados de movimento.

Com os RAOs de movimento no centro de gravidade da sonda, os movimento e as acelerações em diversos pontos são obtidos. Para o cálculo simplificado de air-gap, é utilizado o cálculo de movimento nos bordos da plataforma e o de elevação da onda na mesma posição, resultando em um RAO de borda-livre. Para o cálculo estrutural, as acelerações em diversos pontos é utilizada, além do valor de pressão devido à onda no casco.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Conversão de sondas SS - Parte I - Estruturas



As unidade de perfuração mais usadas no mundo podem ser classificadas como flutuantes ou fixas. As primeiras podem ser usadas em águas rasas e profundas, e normalmente são do tipo semi-submersível (SS) ou navio-sonda (NS). As fixas normalmente são do tipo Jack-up ou jaqueta.

Atualmente, além de algumas sondas que já estão em construção, muito se fala sobre a mega-licitação de 28 sondas da PETROBRAS, que deve sair pro mercado até o final do ano, de acordo com a publicação Upstream.

Além disso, estão sendo reformadas algumas sondas antigas, extendendo seu limite de operação com novos equipamentos e modificações no casco. Neste artigo, dividido em 3 partes, algumas implicações destas modificações serão discutidas, no âmbito naval, de amarração e de estruturas.


Ao se prever a instalação de novos equipamentos, um mudança na carga no convés é estimada. Está carga, normalmente maior do que a instalada anteriormente, solicita a estrutura que já operou por diversos anos, e que havia sido projetada para cargas menores. Desta forma, deve ser realizada uma análise global para se verificar a resistência de pontoons, colunas e conveses juntos e análises localizadas onde ocorrer aumento de carga significativo.

Na análise global, é modelada, normalmente em elementos finitos, os pontoons, colunas e conveses com seus reforços principais. Na maior parte destas regiões, elementos de casca são mais adequados, quando que para os reforços, os elementos de viga se mostram adequados. As cargas de peso, forças de ondas e força da amarração são aplicadas na unidade, e seu comportamento global verificado.

Na análise local, pequenas partes da sonda são analisados, em detalhe muito superior do que no modelo global. Aqui, reforços localizados como borboletas e furos menores são modelados, cargas incluídas com mais detalhe e resultados localizados são observados. Uma das análises que deve ser feita é da subestrutura, estrutura que tem a grande responsabilidade de suportar a torre de perfuração, e que normalmente é reforçada ou substituída em um upgrade.

Nesta análise, as cargas devido ao peso da torre de perfuração, considerando-se a aceleração causada pelos movimento induzidos por ondas, as forças e momentos devido ao vento, e os esforços dos cabos dos compensadores de movimento devem ser incluídos.

Por fim, a análise de fadiga deve ser feita com muito critério, primeiramente com a avaliação da vida a fadiga já consumida antes do upgrade, e depois com o dimensionamento dos reforços para que a unidade possa operar o tempo determinado. As curvas para a determinação do dano acumulado e da vida restante devem ser selecionadas com muito critério. Para juntas tubulares, a API apresenta um grande número de curvas que podem ser utilizadas. Desta forma a estrutura estará livre destes problemas.

Nas partes II e III deste artigo serão apresentados mais sobre as análises navais e de sistemas de posicionamento em um upgrade de sonda de perfuração.

sábado, 9 de maio de 2009

Apesar da crise e da gripe do porco, sucesso na OTC09

Apesar da recente crise na economia mundial, da derrubada do preço do petróleo e da gripe do porco por perto, a OTC 2009 foi um grande sucesso. Com mais de 66 mil visitantes e 2.500 empresas de 38 países espalhadas por 62 mil metros quadrados, foi a segunda maior de toda a história.

Pelo lado brasileiro, apesar do cancelamento da ida dos profissionais da PETROBRAS que atuam no Brasil, o pavilhão brasileiro, muito bem localizado e com um bom arranjo, se manteve sempre cheio, garantindo bons contatos para as empresas que lá estavam.

No seu segundo ano como expositor, a Oceânica se firmou como provedor de serviços internacionais, aumentando a exposição a possíveis clientes e firmando algumas parcerias, aumentando as áreas de atuação da empresa, que além das análises de sistemas flutuantes, já trabalha com ensaios em tanques de provas, análise de risers e pipelines e estruturas de produção fixas, como jaquetas.

Além disso, diversas possibilidades de projetos foram levantadas, principalmente em empresas interessadas em instalar FPSOs no Golfo do Mexico, devido ao suporte que a Oceânica tem dado nas análises de movimento, e offloading para o campo de Chinook-Cascade da PETROBRAS AMERICA.